Um visita mais que desejada!
Se eu perguntasse a você qual é a cor da esperança, certamente sua mente teria dificuldade em definir.Porém, para mim, a esperança sempre será verde.
Quando penso e medito sobre o valor da esperança, naturalmente meu coração ganha belos contornos de um verde exuberante. Passo então a ser tomado por uma alegria contagiante, pois me lembro dos meus primeiros anos de vida na minha cidade, quando éramos visitados constantemente pela tal “ esperança”.
Você deve estar se perguntando? Como pode alguém ser visitado pela “esperança”? Seria ela verde? Quando criança fui acostumado nos momentos de intenso calor a manter as janelas e as portas abertas de nossa casa, pois assim poderíamos sentir a brisa correr suavemente pelos cômodos. Saíamos à rua para juntar-nos aos vizinhos que faziam daquele momento uma oportunidade para discorrer sobre as alegrias e tristezas da vida.
Hora ou outra, éramos visitados por alguns insetos inconvenientes que sem pedir permissão invadiam os nossos lares, trazendo medo e em alguns casos nojo. Eram visitantes indesejados, seus nomes? Besouros, cupins, baratas (as voadoras...) e os escandalosos grilos.
Porém havia um pequeno inseto que era reverenciado e recebido com júbilo, seu nome: Grilo Esperança. Carinhosamente chamado de esperança. Do nada, ele surgia por nossas janelas e portas, misturando-se às plantas e móveis. Como a maioria das crianças, tínhamos receio da “esperança”, mas ficávamos fascinados com a sua beleza, imponência e canto.
Queríamos tocar, pegar a “esperança”( como era difícil!). Seu canto estridente servia de bússola na busca de encontrá-la..
Meu pai então determinava que não deveríamos fazer nenhum tipo de mal à “esperança”, muito menos matá-la. Dizia ele: "Esperança não se mata, esperança é a nossa melhor visita".
Então percebíamos que ele gostava da visita da esperança e que uma vez que ela nos visitava, sua presença tornava-se uma boa companhia. A verdade é que fui ensinado a crer que o melhor da vida é fazer de tudo para preservar a esperança.
Apesar das crises e dos apagões da caminhada cristã, continuo crendo que a esperança é verde e a discerni-la pelo seu canto de vitória.

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